Pitchfork inclui Paramore em listas de melhores da década

O portal musical estadunidense Pitchfork liberou recentemente duas listas de melhores músicas e álbuns dos anos 2010s, e o Paramore marcou presença com “Ain’t It Fun” e “After Laughter”, nas posições #112 e #169, respectivamente. Confira traduzido abaixo os comentários dos editores!

112. “Ain’t It Fun” (2013)

Após três álbuns de limpeza nos caminhos do pseudo-punk, Paramore se reinventou com “Ain’t It Fun”. Ainda o melhor single deles nos charts, a música trouxe groove e soul ao seu som apressado – sem contar o coro gospel e a resiliência ao mundo real. “É fácil ignorar um problema/Enquanto você vive em uma bolha”, Hayley Williams canta, mas esse é o som de uma bolha de juventude recentemente estourada, de começar a quebrar seus óculos cor-de-rosa, de não olhar para trás. Williams nunca havia soado tão monumental ou segura de si. “Ain’t It Fun” provou o Paramore a ser uma força legítima do pop, autores de um novo paradigma de gêneros do que o rock do top 40 poderia soar nos anos 2010s. Eles podem ter feito seu nome para a Warped Tour – influenciando, por exemplo, Snail Mail, Princess Nokia e Lil Uzi Vert no processo – mas aqui eles cresceram, antecipando a influência do emo Hot Topic nos lugares mais improváveis.

169. “After Laughter” (2017)

A incrível conexão pessoal que a jovem Hayley Williams do Paramore criou com seus fãs na época da Warped Tour – que muitos críticos adultos não reconheciam naquele tempo, como se o pop-punk da sua banda contivesse frequências que apenas jovens pudessem ouvir – era forte o suficiente para durar a década e dinâmico o suficiente para crescer profundamente com o crescimento e maturidade. Chame o “After Laughter” de “emo para adultos”: Williams escreveu um álbum que se parece com uma janela perfeita para a turbulência interior que define o estado prolongado dos adolescentes millennials. Talvez o Paramore moderno seja tão urgente quanto o antigo Paramore foi uma vez, porque as confusões da vida jovem se prolongaram mais do que o esperado; talvez realmente ninguém cresça por completo. Ou talvez o sentimento de liberdade – de cerrar seus punhos e cantar “Forgiveness” no seu quarto – seja apenas um essencial e eterno prazer, melhor conjurado do que ninguém além de Hayley.

Tradução e adaptação: equipe do Paramore BR | Fonte