Zac Farro é entrevistado pela revista DIY

“Nós falamos sobre viagens, fotografia e mais com o membro do HalfNoise e Paramore”, antecipa a DIY Magazine sobre sua nova matéria de entrevista com o baterista, compositor e cantor Zac Farro. Confira abaixo a entrevista traduzida!

Todos nós amamos música. É o motivo pelo qual fazemos o que fazemos e o motivo que você lê o que fazemos. Algumas vezes, porém, é legal revirar o passado de algumas de nossas bandas favoritas e descobrir suas motivações, sem mencionar algo sobre a música. E é exatamente isso que vamos fazer com a nossa seção, “Qualquer Coisa Menos…”

O último favorito da DIY a escavar em direção às suas paixões menos conhecidas é Zac Farro, do HalfNoise e Paramore. De viagens até a sua recente obsessão por fotografia, escavamos as obsessões não musicais do baterista.

Então, há alguns anos você viveu na Nova Zelândia, certo?
Esporadicamente por dois anos, sim. A primeira vez que eu fui lá, foi para uma viagem com a minha família e reencontrei meu amigo que conheci quando tinha 15 anos, e isso mudou completamente a minha vida. Eu amei isso, foi muito bonito e precisava disso na minha vida, ir a algum lugar e ser uma pessoa normal. Eu abandonei o colegial e nunca tive realmente um grupo de amigos do ensino médio, ou da faculdade, como as outras pessoas têm.

Eu me sentia tão estranho – me sentia maduro demais, pois vivia neste mundo de pessoas de 25-45 anos desde quando tinha 13 anos (com as turnês do Paramore), até os meus 20 anos. Eu estava realmente desequilibrado; era realmente maduro em algumas formas, mas no que diz respeito às experiências de vida, realmente não tinha muitas. Não havia lugar melhor para ir e me reajustar. Comecei a praticar skate, surfe e me senti como um adolescente de novo. Eu podia fazer viagens de carro e comprei uma van; eu podia literalmente dormir em minha van e vivi isso por nove meses.

Você ficou na Ilha Norte ou na Ilha Sul?
Eu fiz um passeio e fui para as duas, mas fiquei mais na Ilha Norte. Eu tinha me estabelecido em Auckland. Foi lá que eu realmente comecei (a trabalhar com) fotografia. Todo lugar era bonito. Eu sempre gostei de tirar fotos usando filmes, mas lá eu percebi que realmente amava fazer isso.

Recentemente, você compartilhou várias de suas próprias fotografias online. O que aconteceu para gostar tanto de fotografia ultimamente?
Eu nunca me enxerguei como sendo um fotógrafo, mas estava indo a caminho de LA acompanhado de meu assessor e ele me mostrou uma montagem de fotos na qual estava trabalhando. Eu disse que amei elas e que gostaria de ter as tirado, mas eu nunca me senti bom o suficiente para isso. Ele me disse “claro que você é – você apenas precisa descobrir qual é o seu estilo”. Ele disse para comprar várias câmeras descartáveis e não ter regras, e que esse foi o ponto de virada para mim, onde comecei a desenvolver o meu estilo de fotografia. É algo bem em movimento e de improviso. Foi libertador ter todas aquelas câmeras; elas realmente pareciam ser descartáveis então não havia regras para seguir.

E uma coisa boa sobre as descartáveis – e as de filme em geral – é que elas realmente capturam um momento específico?
Sim, a melhor coisa sobre o filme é que faz parecer que aquilo está vivo. Com uma foto tirada em filme, mesmo que fique borrada ou algo do tipo, existe vida dentro dela.

E o que você está realmente usando no momento?
Essa é uma Contax G2 com lentes da Carl Zeiss. Meu amigo Phoenix também tem uma dessas e é uma câmera de filme dos anos 80 bem legal. Eu uso apenas as configurações automáticas, então parece como uma descartável glorificada. A outra que eu tenho também é uma Contax, mas ela quebrou quando nós estávamos em LA. Eu sempre tento trazer pelo menos duas ou três câmeras comigo.

Veja as fotos de Zac para a revista, tiradas por Emma Swann:

Tradução e adaptação: equipe do Paramore BR | Fonte