Big Issue North publica Q&A com o Paramore

No último dia 9 (terça-feira), foi publicada um Q&A (Questions & Answers) com o Paramore no Big Issue North. Assuntos como as perspectivas para o futuro e a preparação da banda para a Tour 3 foram abordados nas questões à banda. Confira a tradução:

A maioria das pessoas ainda estão passando pelas férias do pós-natal mas vocês estão se preparando para a turnê.

Hayley Williams: Me parece uma boa maneira de começar o ano. A turnê que fizemos ao redor do Reino Unido e da Europa no ano passado foi demais – foi a primeira vez que fizemos uma turnê para o After Laughter e também foi a primeira vez que nós três estávamos em cima de um palco propriamente dito para uma turnê juntos, então é legal voltar agora com toda a bagagem de 2017 para fazer um show maior e com mais coisas. Está sendo ótimo me sentir mais confiante com o que estamos fazendo no palco.

Esse show é o maior que já fizeram?

Taylor York: Nós costumávamos ter essa pretensão de querer que toda turnê crescesse e se tornasse maior, com grandes produções. Era tudo sobre conseguir sempre mais, porém eu acho que chegamos em um ponto em que nós queremos fazer o melhor show que podemos. Mas agora nós tentamos fazer uma turnê grande para ser grandiosa – nós estamos tentando fazer um show em que nós acreditamos. Estamos felizes com a música e com o show e com a maneira que isso está sendo feito, então nesse sentido é a maior coisa que já fizemos pessoalmente.

Como foi 2017?

Zac Farro: Esse foi, pessoalmente, o ano em que mais fui produtivo. Voltar para essa banda realmente salvou a minha vida – ter essa oportunidade, essa segunda chance. Foi um ano difícil, nós trabalhamos muito e aconteceram muitas coisas pessoais nas nossas vidas, porém nós tocamos em alguns dos melhores lugares para mim. No geral, foi um ano muito, muito positivo e é muito animador que mesmo depois de tantos anos tocando essas músicas, de alguma forma nós nos divertimos mais do que nunca. Então eu estou muito orgulhoso disso.

Em todos os Q&A que o Big North faz com as bandas, o hummus parece ser a coisa mais popular nas viagens das turnês. Viver sóbrio é o rock’n’roll de agora – e vocês foram pioneiros nisso.

Taylor York: Eu nunca falei que eu me abstenho de tudo, porém eu acho que tomar decisões baseadas no seu próprio coração e não baseadas em pressão é algo que as pessoas lidam do tempo que elas estão na escola até o momento que elas morrem. Apenas as situações mudam, dependendo do ambiente e das escolhas que você tem que fazer que podem se tornar mais complexas quando nos tornamos mais velhos. Eu me lembro de crescer na estrada e estar ao redor dessas bandas mais velhas, e parecia legal e eles faziam mais do que a gente porque éramos apenas um bando de crianças terminando a escola e voltando para a van e tentando fazer o próximo show. Agora que somos mais velhos, nós estamos na estrada desde 2005, e eu realmente não consigo imaginar como foi para bandas dos anos 80 e 90 que passavam por dificuldades e de alguma maneira seguiram com as responsabilidades de uma banda. Há tantas coisas para tomar conta, eu acho, dependendo das escolhas que você faz e do por que você faz. Você pode ser alguém que aproveita a vida na estrada e aproveita sair para beber sem ser aquela caricatura estranha de um rockstar. Isso não é o que nós somos e nós também amamos o nosso trabalho. Mas eu não quero passar uma imagem de um grupo de pessoas perfeitas na estrada que vai para a cama depois do show.

Vocês tomaram uma decisão consciente de se afastar do pop punk com esse álbum?

Taylor York: Quando nós começamos essa banda, nós éramos muito, muito jovens. Eu e Zac nos conhecemos quando tínhamos 11 e 12, ou 13 anos, então quando você escuta as músicas que fazíamos lá atrás, elas são totalmente diferentes das que fazemos agora, 15 anos depois. Definitivamente queremos honrar e respeitar o lugar da onde viemos e o que fizemos, porém se fizéssemos a mesma música de antes eu acho que não seríamos mais uma banda. Nós estávamos conscientes da mudança, mas não foi apenas pelo propósito de fazer algo diferente, mas sim para fazer algo mais parecido com o que ouviríamos e meio que nos arrastar para além das nossas influências, mais do que fizemos no passado. Eu acho que depois de tantos anos estando em uma certa cena e movendo-se no palco de uma certa maneira, [nós precisávamos mudar] porque mesmo que você tente fazer aquelas músicas novamente, seria como fazer uma segunda versão daquilo que você já fez.

Quais são suas esperanças para 2018?

Zac Farro: Pela primeira vez com esse álbum – nos nossos últimos 20 anos – nós vivenciamos estar presentes e unidos de uma maneira autêntica, enquanto trabalhamos duro e fizemos uma arte em que acreditamos. Em 2018, esperamos fazer mais turnês, sair por aí e fazer shows porém mantendo nossas cabeças no lugar para assim fazermos algo que realmente podemos fazer. Há muito estresse na indústria musical e nós realmente estamos tentando descobrir como nos manter saudáveis, como mantermos o controle para a criação artística e ainda assim dar um bom show aos fãs e às pessoas que gostam da nossa música. Então estamos apenas olhando para frente e tentando descobrir como fazer tudo ao mesmo tempo.

Tradução e adaptação pela equipe do ParamoreBR.